UM DIA FELIZ..

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A HISTÓRIA DE JOSÉ LEÃO



A História de José Leão é cercada por muitos mistérios como sua própria morte que desperta no nosso povo vários sentimentos, como a  devoção por exemplo. Ninguém pode afirmar ao certo o que é verdadeiro nesta saga.

    O episódio envolvendo José Leão aconteceu no fim do século XIX, numa região tipicamente agropecuarista, com uma população de 3.630 habitantes (População do Seridó segundo o historiador seridoense José Augusto), em pleno Ciclo do Couro. Sua morte ocorreu quando a população de Flores se organizava economicamente e inaugurava um marco  religioso no ano de 1866,  a construção da  Capela de São Sebastião. No ano de 1873, foi  criado o Distrito Policial na Vila de Flores. A sociedade era tipicamente organizada sob o poder dos latifundiários e do coronelismo.

A história que narra o assassinato de José Leão é de cunho religioso, pois ganhou no decorrer do tempo, proporções míticas,  sendo também uma  produção do pensamento e da oralidade dos mais velhos, que  sempre contam carregadas de subjetividade. Acrescenta-se ao fato, sentimento de revolta do povo pela barbaridade do crime, de piedade pelo fato deste ter sido martirizado, e de indignação, pois nada se sabe sobre o que ocorreu aos culpados pelo crime.
    Conta-se que José Leão era filho de Josefina de Souza Leão e José de Souza Leão. Ele veio de Pernambuco para a Vila de Flores procurar por terras de seus pais, e chegando à Vila, ele descobriu que o fazendeiro João Porfírio havia ocupado suas propriedades e não pretendia devolvê-las. A conseqüência  de tudo isso, foi um conflito no qual o resultado foi o fim brutal da vida do jovem José Leão.
O INÍCIO DO CONFLITO

    Havia na Vila de Flores um senhor de nome João Toscano de Medeiros, conhecido como Joca Toscano que recebera patente do então presidente da república Floriano Peixoto. Rico latifundiário, intendente da vila que administrou a comunidade por trinta e três anos, deu total cobertura a João Porfírio e ordenou que se organizasse uma emboscada para matar José Leão.

    Nessa emboscada, uma mão de pilão e uma faca peixeira foram usadas como armas. A primeira arma, para  bater na cabeça e a segunda para retalharem o seu corpo. Também foi feita uma grande fogueira, na qual depois de retalhado, o corpo de José Leão foi jogado. Não se sabe ao certo quantas pessoas participaram da emboscada.

A MORTE

    A morte de José Leão aconteceu no dia 20 de Janeiro do ano de 1877. Era dia de São Sebastião, que se festejava na cidade como padroeiro contra a peste a fome e as guerras. As pessoas que já sabiam do conflito, tomaram conhecimento do acontecido devido à presença do cavalo de cor  branca pertencente ao jovem José Leão.

ACONTECIMENTOS PÓS MORTE DE JOSÉ LEÃO

      Depois da  morte deste jovem ocorreu vários fatos estranhos com aqueles que contribuíram para a execução do crime.  Pouco tempo depois, a morte de duas filhas de João Porfírio, Ana e Tereza, causada por a queda de raio em seu quarto, no sítio Fechado despertou na comunidade um sentimento de "castigo". A morte de um jagunço que participou da emboscada  que mesmo tomando um pote de água, morreu de sede. Uma morte misteriosa. Os curiosos narravam que quando José Leão estava sendo queimado, pedia água e este jagunço negava. Várias mortes de suicídio na família Toscano também serviram para a formação de um pensamento coletivo sobre   o fato.

     Tratando-se da família Toscano, foi denominada pelas pessoas que se revoltaram com a tragédia, como a  Família dos Mata e Queima. Esta denominação perdura até nossos dias. Conta-se que a tragédia repercutiu nacionalmente. No estado do Ceará, o Padre Cícero do Juazeiro, negava receber esta família e orientava a seus fiéis que lhes negassem água de beber. 

AS OFERENDAS DE DEVOTOS A JOSÉ LEÃO

    Por acreditarem que José Leão teria se tornado "Santo" pelos fatos ocorridos depois de sua morte, pessoas tornaram-se devotas dele, passando a oferecer objetos como sinal de gratidão por votos alcançados e como sinal de fé. As oferendas constam de água, pedras, ex-votos (esculturas em madeira, gesso e  bonecos de pano, retratando partes do corpo dos fiéis), além de velas, flores e fotografias.

    No local da execução, foi construída uma capela que até hoje é visitada por pessoas de várias partes do país.

    Em entrevistas realizadas, podemos presenciar que esta história, embora perdida no tempo, não está esquecida,  ela faz parte do imaginário do nosso povo.

   Segundo a pesquisadora Ana Maria de Azevêdo Souza, existem duas versões sobre o motivo da morte do José Leão.

 -"A primeira diz que foi um romance dele com a filha de um fazendeiro da região. O pai da moça para lavar sua honra, teria mandado matá-lo. 

     A Segunda versão, diz que ele foi morto por causa de suas ricas terras, que despertava a inveja de alguns. Ele foi abordado por vários homens que o amarraram e jogaram numa grande fogueira. Devido o corpo pular para fora do fogo, os jagunços resolveram retalhar todo seu corpo. Depois jogaram novamente na fogueira, finalizando a execução.  Algum tempo depois, foi descoberto que quem tinha mandado matar José Leão havia sido o fazendeiro João Porfírio. Descobriram isso porque sempre todas as noites ele ia até o local do crime, fazendo assim seu ato de arrependimento. Quanto à crença, eu tenho uma história de vida. Tinha uma doença denominada esporão de galo, que faz com que o osso do pé cresça. Com a doença comprovada, a solução seria uma cirurgia, então pedi a intercessão de José Leão e fui atendida". Ana Maria de Azevedo Souza, 43 anos de idade. É poetisa, pesquisadora e escritora.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O tempo

O tempo passa lembranças ficam
coisas tao boas de se lembrar
no coração guardada está
muitas emoções que o tempo não apaga!
Lembrar de alguém
que se conheceu e se tornou especial
foi um prazer te conhecer,
como foi bom te encontrar
Mas se por acaso
não nos vemos mais em meu coração
sempre estarás
mas há uma esperança de nos vermos outra vez
acredite vai ser diferente, pois vai ser pra sempre!
Nunca diga adeus, diga até breve
pois a vida não acaba aqui
nossa vida não termina assim
pois o nosso Deus, sim nos prometeu vida eterna eu sei
para mim e pra voce
NUNCA DIGA ADEUS!!!
"Se as coisas são inatingíveis... ora! não é motivo para não querê-las. Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas!
                                                                                                                                 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

OUTRA NOITE SEM VOCÊ.... EL

Já experimentei a lágrima da solidão, a dor da decepção, a alegria da ilusão... Já conheci a felicidade e descobri que era mentira, já menti pra mim mesmo, só para esconder aquela lágrima teimosa que insistia em estar em meu rosto demonstrando toda a minha tristeza... Já fui feliz, mas descobri que desse sentimento eu era ainda um mero aprendiz... Não sou poeta, posso me basear em outras histórias para saber como descrever a minha, sou humana e tenho vontade de ser sempre melhor, e portanto, eu sempre erro, mas eu me corrijo e me aflijo quando não encontro nas pessoas o perdão... Esqueço... Fica pra trás... Amor para mim, é fazer feliz... Perdoar, seguir em frente, entregar sem medos, todos os meus sentimentos... Não temo a morte, um dia eu sei que ela virá e eu nada poderei fazer... O que eu posso fazer é viver! Viver bem! Sou quem conhece o arrependimento alheio... Eu avisei... Hoje eu não tenho nada com quem sente ódio injusto de mim... É problema dessas pessoas... Sei que posso fazer milhares de coisas e simplesmente elas não agradarem todos ao meu redor... Já passei dias tentando me matar... Passei noites tentando amar... Passei longos momentos, intensos instantes tentando mudar... Consegui! Um pouco ao menos... Já senti o frio de uma ou outra doença... Já senti o calor de alguém que dizia que iria pra sempre me amar... Depois senti o inverso, escrevi versos, chorei, fiz muito por muito pouco, consegui me libertar... Amores não são comuns, o que é comum é o verdadeiro jeito de amar, sei que toda pessoa que ama é capaz de mostrar realmente o amor, confiança, amizade, carinho, lealdade, fidelidade, paixão, carisma, eu poderia ficar citando muitas coisas importante, mas são coisas básicas de que todo ser humano necessita ter em sua vida quando se gosta de alguém. E como amores não são comuns, eu também, não sou comum... Eu sei buscar, lutar, implorar, ajoelhar, chorar. Já amei, sorri, chorei, perdi até o amor próprio... Mas em muito tempo estou reconstruindo esse meu amor próprio, não apenas com o amor, mas com suor, lágrimas, pra ele conseguir ter paredes fortes, janelas arejadas, onde a coragem de amar flui levemente sempre. Tenho certeza que sempre tentei fazer tudo por todo mundo que eu podia, fui educada. Na memória das pessoas em que passei na vida, ficarei. E acreditem, por mais que evitem, um bem jamais se apaga. E eu sei o que fiz! Você sabe o que diz! Pena que mente, não sente! Mas eu não posso me importar todos os dias com pessoas que realmente esqueceram o que é o amor e passaram a fazer coisas opostas ao que se diz respeito. Meu coração é forte, é capaz! Cada oportunidade que lhes foi dada será cobrada... Traição é um punhal que eu não quero na minha mão! Trair é mentir, enganar, não perdoar, mal desejar, ferir, desprezar, humilhar, julgar, condenar, destruir quem te ama... Para os fortes que moram em castelos de sentimentos, isso passa, esquece e cessa... Enfim, sei que um dia posso mudar e rever todos esses meus conceitos, mas até o momento essa sou eu que me conheço de tal maneira a me fazer continuar firme e forte, tentando sempre ser muito feliz. Eu consegui mudar apenas para te ver feliz, só faço as coisas pensando no melhor, para mim e para você, mesmo você estando distânte eu não consigo entender... esse sentimento que sinto por você, me preoculpo com você mesmo vendo que você não e  merecedor da minha preocupação. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Agradeço

Meus verdadeiros amigos sabem o meu real valor, me apoiam, me aconselham e me dão ânimo pra que eu não desista jamais. A esses sim eu devo a minha vida.
Percebo que estou "amadurecendo". Já posso ver que certas coisas que fiz lá atraz, poderiam ter sido diferente, mas enfim, não se pode mudar o passado, mas há coisas tão futeis que fiz e hoje vejo que jamais valeram a pena.
"Tudo sempre passa" e passa pra todo mundo. Sei que o que vivo hoje é apenas uma fase, espero que passe logo e quando passar mostrarei para cada um que eu sou capaz sim.

Nossa vida

"Os nossos olhos não se cansam de ver, nem os nossos ouvidos de ouvir". É todo dia a mesma coisa, a vidinha rotineira não para de acontecer.
A gente nasce, cresce, alguns reproduzem e logo em seguida vem a morte. É ilário, mas é a verdade.
Aproveitar a vida da melhor maneira possivel é a melhor opção, pois, o mais rápido possivel, no momento em que menos se espera, vestiremos o paletó de madeira e a nossa vida acabará. Será ?
Será que voltaremos? Iremos para um paraíso ? frequentaremos o inferno?
Que ironia! Ninguém conhece o seu próprio destino.
São tantos altos e baixo que até nossos cérebros entram em crise, congestionam-se, ficam paralisados.
Mas nada é tão lindo como essa irritante monotonia, que todos os dias bate em nossa porta e nós a convidamos a entrar. Ela se assenta e nós a oferecemos um café. Graças a nossa preguiça e distração, ela rouba o pouco de criatividade que temos; depois que ela vai embora temos a cara de pau de perguntar a nós mesmos o que há de errado. Que falta de amor a si proprio.
Mas se queres mudança, fuja da imprestável monotonia que só nos faz mal.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tudo o que eu preciso

Tudo o que eu preciso


Tudo o que eu preciso pra viver carrego sem ocupar as mãos.
Tudo o que eu preciso pra ser feliz não se transporta numa caixa, não se guarda numa na bolsa, nem pesa nos ombros.
Carrego comigo o que é possível pra me movimentar livre, nesse mundo tão cheio de coisas.
As coisas que eu carrego não têm peso, nem forma, nem volume.
São coisas que me alimentam sem que eu precise comer.
Que me locomovem sem que eu precise caminhar.
Que me alegram sem que eu precise comprar.
Carrego comigo a sabedoria herdada dos meus pais.
A dignidade conquistada com o meu trabalho.
As lições aprendidas na dor.
O amor dos meus afetos.
E a força da minha fé.
Com isso eu posso ir mais longe do que qualquer viajante carregado de bagagem.
Assim fica mais fácil viver e andar por aí.
Porque coisas ocupam espaços, atravancam caminhos, bloqueiam a visão.
As coisas que não cabem no coração, pesam nos braços.
Por isso eu carrego só coisas que caibam aqui, nos sonhos que eu inventei pra ser feliz.
Texto de Lena Gino